quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não basta ser "da" Família... Tem que se fazer Família !!




Não basta ser "da" família... Tem que se fazer família.
Sinceramente, a meu ver, sangue  não significa nada...
Se fosse assim, mães não jogariam seus bebês no lixo, pais não estuprariam filhos e filhas, irmãos não se matariam por bobagens como uma disputa por namorada, filhos não matariam pais... As pessoas más também fazem filhos, também têm pais e irmãos...
Fazer-se família é a grande questão. É criar o vínculo, o afeto, dar tudo o que uma família de verdade pode oferecer, e até mais... Porque família é isso: é ir além. É fazer o impossível por quem você ama, apesar de todos os defeitos do outro, de todos os problemas e todas as dificuldades, pois, por ninguém ser perfeito, nenhuma família pode ser perfeita também, o que não a impede de buscar sempre melhorar...
Não escolhemos em que família nascer, mas somos responsáveis pelo modo como a formamos, pelo que fazemos aos outros membros e, principalmente, com o que permitimos que eles nos façam...

Se sua família te sabota, ela não te respeita.
Sem respeito, não há amor.
Sem amor, é impossível a constituição de uma verdadeira família...

Escrito por Luiza Helena Ridolphi Felizardo
Pegagoga formada pela UERJ.
Colaborando com esse Blog !

domingo, 14 de agosto de 2011

O Significado - Feliz Dia dos Pais




Sinceramente nunca pude entender o verdadeiro significado da presença paterna em minha vida.  Não como a figura responsável pela segurança, pela força ou pelo sinônimo da responsabilidade na família. 
Este pensamento se compôs diante da porcentagem das famílias brasileiras, cujos chefes são as mães, que fazem o papel de pai e mãe ao mesmo tempo, e fez parte da minha realidade. Logo, minhas referências paternas se distribuiram em meus tios, meu avô ou algum outro pai que eu observava e admirava alheiamente.
A ausência paterna em minha vida não foi tão dolorosa quanto muitos julgam ou vivem. Minha mãe, uma heroína, soube transformar um problema numa maravilhosa solução. E sua perseverança ocupou todos os espaços de uma possível necessidade de paternidade.
Mas, ainda assim, houve um momento que culpei meu pai por muitas coisas que poderiam ser diferentes, e lá no fundo por mais que eu negasse, senti sua falta. Porém, isso eu procurei canalizar para a rebeldia sem causa da adolescência.  Mas, detalhes à parte, no fim de tudo me transformei em alguém que à frente de ruins perspectivas chegou longe, bem longe e ainda tem muito a conquistar. Eu encontrei a segurança por mim  mesmo, na escola da vida.
Mas é engraçado. Mesmo em sua ausência, meu pai me deixou heranças. Não apenas genéticas, pois isso é fato. Mas, também para a vida. As suas falhas me ensinaram a não falhar como ele, e melhor me fizeram querer ser muito mais humano. Tudo o que um dia enxerguei e julguei errado, me fizeram compreender que suas atitudes serviram de exemplo para que eu buscasse caminhos diferentes.
E hoje, quando penso em meu pai, creio que ele nunca foi ruim. Creio que ele apenas não pôde suportar o peso de seus próprios erros. E quando no silêncio das minhas orações peço por aqueles que amo, muitas vezes tenho um lugar reservado para seu nome.
 E agora, sou eu quem tenho a oportunidade de não cometer alguns erros. Eu que presenteado com uma dádiva divina, descubro sozinho o significado antes desconhecido. Aos poucos, entendo o que é ser um  herói de verdade. O que é amar incondicionalmente. Descubro o que é ser o exemplo, a força, aquele que dará o ombro a qualquer momento para acalentar as lágrimas do filho.
Não me sinto obrigado. Sinto a sensação mais sublime que poderia ter sentido. Acho que encontrei um dos caminhos da felicidade. E cada sorriso, a cada abraço de urso, a cada palavra inocente ou brincadeira, eu sei que estou descobrindo o verdadeiro sentido da palavra pai e não quero mais ter que duvidar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O fim da Rehab

Muito se comenta, muita coisa é especulada e muito mais é exposto quando um grande nome do meio artístico em todas as suas vertentes morre de forma trágica. E não poderia ser diferente com a cantora inglesa, Amy Winehouse.
Sua vida problemática e tão exposta chegou ao fim precocemente como já se previa, e o mundo, embora não seja uma opinião unânime, perdeu mais um grande talento de forma clichê. Amy entrou para a lista de grandes nomes da música, que morreram devido o uso abusivo de drogas.
E problemas à parte, deixará abstinentes muitos de seus fãs que adoravam seu estilo despojado e sua música arrojada e sarcástica. Música que ficará eternizada por dois álbuns marcantes: Frank e Back to Black, que a elegeram como um grande nome da música em todo o mundo.
Sua voz inconfundível calou-se cedo demais, porém acredito que deixará seu legado e sua contribuição positiva com suas letras irônicas e conceituais, que diziam muito mais do que pensávamos.
Amy Winehouse, ao contrário do que muitos se transformam, certamente não irá se tornar uma santa, pois como sabíamos este não era seu perfil e quanto a isso não há dúvidas. Mas, com certeza poderá ser lembrada justamente por suas canções e seu estilo inovador. E isso é fato. Seu talento merece prevalecer sobre todos os seus erros.
Imagino que daqui há alguns anos Rehab ainda será reconhecida como um hit de uma geração que teve a oportunidade de ter conhecido os bons e curtos anos desta mulher sem limites e que cantava sua alma.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Desaparecida


Desaparecida desde o dia 04/07, a senhora Jussara Sobral Barreto Correia foi vista pela última vez em Poço Fundo, bairro onde reside em Rio das Ostras. Segundo informações teria dito que iria ao centro de São Pedro da Aldeia e que precisava vir ao Rio de Janeiro. Desde então a família não tem mais informações.
Portanto se você tiver visto ou tem alguma informação, por favor entre em contato pelo telefone :
(22) 8134 - 0705

domingo, 3 de julho de 2011

HIkikomoris


Desde o surgimento do computador as evoluções que acompanharam esta invenção são de proporções assustadoras e de abrangência realmente siginificativa. A globalização das informações proporcionaram inúmeras opções e velocidade relevante da troca de ideias . E neste contexto de evolução e novos comportamentos do homem com a internet surgiram as famosas e polêmicas redes sociais.
As redes sociais proporcionaram o contato virtual das pessoas e este contato se estendeu a uma idéia de mundo superficial. Porém, esta velocidade surreal da evolução tecnológica vem acompanhada de alguns fatos interessantes quando relacionadas ao comportamento do homem com esses índices.
No Japão, por exemplo, o termo Hikikomori surgiu para definir pessoas que se isolam do mundo em função de algumas tecnologias. O termo, que significa isolar-se em japonês, já é comum nesse país e foi identificado em seis mil pessoas desde que foi iniciada uma pesquisa em 2001. Dessas pessoas identificadas, 40% por cento eram jovens entre 16 e 25 anos. E seus hábitos consistiam em passarem o tempo todo dentro de casa, alternando horários em função de vícios modernos, como computador, televisão, videogame, entre outros.
Os hikikomoris simplesmente baseiam suas relações a um mundo alternativo, que neste caso pode ser identificado com o mundo virtual. Amigos virtuais são cultivados e as relações verdadeiramente interpessoais são deixadas de lado neste transtorno.
Primeiramente considerado através de pesquisas um transtorno tipicamente japonês, talvez se analisado mundialmente, esse mal já atravessou fronteiras, e pode ser considerado um novo transtorno do homem moderno. Atualmente dezenas de redes sociais estão disponíveis na internet e de certa forma despertam em seus usuários atrativos cada vez mais viciantes.
É óbvio que o ser humano é mentalmente singular, e nem tudo se aplica a todos. Mas, o excesso de informações e novas fontes de entretenimento cada vez mais interessantes podem despertar alguns novos tipos de comportamentos. E não devem ser deixados de lado, o estudo destas novas relações.
É interessante observar estas novas concepções de comportamento que estão inseridas no conceito da globalização e suas consequências tão constantes. Já me sinto dependente de certas tecnologias, logo não vejo problemas em assumir e entender o que me leva a isso.
Afinal de contas, quem sabe um dia, não podemos ser frutos de algum novo termo ligado a evolução mundial. Quem sabe já não somos uma variável mais leve dos Hikikomoris ?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma sociedade que trabalha a favor da sociedade





As últimas pesquisas realizadas pelo programa de prevenção das Nações Unidas indicam que no ano de 2009, o número de brasileiros infectados pelo vírus da AIDS, estaria entre 460 mil e 810 mil pessoas, dando ao Brasil um terço dos portadores na América Latina.
Fundada em 1990, no mesmo ano em que Cazuza faleceu vítima da Aids, a instituição “Viva Cazuza” iniciou seus trabalhos junto ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle no Rio de Janeiro. Hoje, realizando um projeto independente, a ONG, fornece medicamentos, exames e assistência a pessoas carentes portadoras do HIV. Em 1993, após conseguir a concessão de uso de um imóvel, da Prefeitura do Rio de Janeiro, montou a primeira Casa de Apoio Pediátrico do Município com a finalidade de atender crianças e adolescentes infectadas.
Em entrevista, Pedro Chicri, pedagogo e supervisor da instituição, há quinze anos, revelou importantes dados e constatações desta sociedade que há duas décadas trabalha para o benefício dos portadores do HIV.

Quantos pacientes são amparados pela ong atualmente?
Atualmente, nós temos em regime de internato na nossa casa de apoio pediátrico, 25 bebês, crianças e adolescentes. E, temos 150 pacientes adultos que são atendidos mensalmente, e que através do trabalho de apoio social são apoiados com a intenção de trabalhar a questão da adesão ao tratamento, porém não moram na instituição.

Porque a exclusividade para o atendimento a jovens entre 3 meses e 17 anos?
Na verdade não é uma exclusividade. Não negamos atendimento, apenas temos um perfil de trabalho. O nosso público alvo são crianças portadoras do HIV/AIDS. E com o passar do tempo e o aprendizado, agente vai mudando, por que a demanda também vai mudando. Hoje em dia nós trabalhamos com bebês, que até então não recebíamos, por que eles poderiam apresentar negativação da doença até 18 meses. Também temos crianças que na verdade foram ficando e viraram adolescentes e daqui a pouco vão ficar adultos. Antigamente existia uma prática de estimar um tempo de vida, hoje não existe mais isso. Em função de algumas mudanças adaptamos nossa estrutura de atendimento, tanto em espaço físico, quanto profissional. E felizmente agora temos uma boa quantidade de internos entrando na adolescência.

Um trabalho social que lida com pacientes vítimas de grande preconceito pela sociedade exige um tratamento diferenciado? Como a instituição encara este fato?
Sim. Trabalhamos a questão da sorologia. Dizemos para eles desde cedo. Contando a historinha do bichinho do sangue e como é transmitido. Com os adolescentes abordamos a sexualidade. E esperamos que estas crianças sejam mais preparadas para uma vida adulta. Porém o preconceito existe. Hoje de uma maneira mais velada, o que pode ser muito perigoso. Antigamente era uma coisa mais nítida. E uma maneira de lidarmos com este assunto é fazendo campanhas em escolas, nas comunidades e com os pais dos alunos. O nosso objetivo é trabalhar com a informação. E fazer com que essas crianças sejam amparadas, através da nossa casa e do nosso trabalho. A verdade sempre, mas com respeito aos desejos das crianças. Se eles não quiserem dizer que são soropositivos, temos que respeitar esse sigilo.

Em 21 anos de existência foram muitas as dificuldades enfrentadas pela ong?
Sim, embora tenhamos toda esta estrutura.  A Lucinha Araújo é uma pessoa que preza pela limpeza e organização. Quer dá sempre o melhor para eles. Porém para manter este projeto há um custo muito alto. A maior despesa é com o pagamento da equipe de profissionais que estão aqui todos os dias. Temos quase que um funcionário por criança. E percebemos ao longo desses anos, que para esse tipo de projeto, o voluntarismo não funciona. Para manutenção temos recebido cada vez menos doações

O projeto tem parceria com algum nível do governo?
No momento, não. Ás vezes, conseguimos algumas parcerias com empresas por períodos determinados. Em datas festivas do ano, as pessoas doam mais. Mas, precisamos trabalhar diariamente para manter esta estrutura. No caso dos direitos autorais do Cazuza, hoje o artista ganha muito fazendo show, mas artista falecido não faz show. Manter a imagem viva do Cazuza é um desafio que a Lucinha busca todos os dias de sua vida, e toda a renda captada é revertida para a instituição. Será lançando brevemente um terceiro livro que conta à história da criação da “Sociedade Viva Cazuza”. E assim, vamos tentando criar maneiras de captar recursos.

Nos últimos anos vocês poderiam fazer alguma observação quanto ao crescimento do número de portadores que procuram a sociedade?
A AIDS mudou de cara. No ínicio ocorreu a epidemia e todo mundo quis saber o que era a doença. Existia a falta de informação. Depois as pessoas foram se informando, se preocupando menos e agora menos ainda. Aí começou a ocorrer à banalização e hoje não se fala mais em AIDS. As pessoas acham que ela tem cura, mas ela continua matando. O índice de contaminação continua elevado. Agora há uma tendência a feminilização da doença, ou seja, as mulheres estão se contaminado mais. Os mais velhos estão tendo uma vida sexual mais ativa por causa do viagra. Há um crescimento e uma mudança de foco. A AIDS já não é mais o “câncer gay”. A maneira mais eficiente é se trabalhar com a prevenção. Fala-se pouco em prevenção, se faz pouca prevenção. Parece que existem datas para se prevenir, mas a AIDS mata o ano inteiro. As pessoas esquecem, porém existe a necessidade de um trabalho mais efetivo nas escolas em educação sexual e prevenção. Coisa que está faltando muito hoje, por isso o crescimento desordenado de casos da doença. Há a ilusão do coquetel, mas esquecem dos efeitos colaterais.

Como funciona a aceitação dos pacientes com o tratamento e o compromisso com a ONG?
Com relação às crianças que moram aqui, a adesão é mais fácil. A criança que toma o remédio todo dia, já está bem adaptada. Diferente do adulto, que terá que se adaptar a uma nova realidade. Difícil é justamente o trabalho de adesão. E é neste momento que deve existir o acompanhamento, pois o paciente melhora e acha que não deve mais tomar a medicação, depois ele perde o esquema de tratamento e acaba pegando uma doença oportunista. A dificuldade maior do paciente é dá esta continuidade ao tratamento. A AIDS não tem cura, mas se tratada, pode garantir uma quantidade aliada a uma boa qualidade de vida. Hoje temos crianças que têm 18 anos de vida e são portadoras do vírus.

A grande diferenciação da sociedade “Viva Cazuza” é o apoio à reintegração social desses jovens, esta idéia  é um processo muito difícil?
Sim. É um processo difícil para nós, pois às vezes acompanhamos uma criança desde muito cedo e depois vemos ela partir. Então, há um envolvimento emocional da criança e da equipe. Mas, sabemos que a família é muito importante. É estrutural. Então, não queremos em momento algum, perder este vínculo da criança com seus familiares. Sabemos que algumas reintegrações são favoráveis e outras não, mas isso não é uma decisão que cabe a nós. Quem determina é a equipe do juizado. Sendo tudo realizado em conjunto, para ser bom principalmente para a criança. Esse processo é trabalhado com a criança e nossa equipe.

Como definiria o trabalho da “Sociedade Viva Cazuza” para as pessoas?
Certamente é um trabalho baseado no amor. Um exercício que se não tiver   amor, não sobrevive aos desafios. E isso, a Lucinha Araújo soma freqüentemente. Transformando seu luto em uma grandeza de atitude, que contagia a toda equipe e nos dá força dia a dia para vencer todos os obstáculos. Assim, tudo isso se resume a esse sentimento tão nobre, e acaba se irradiando em nossas crianças.

Conheça este lindo trabalho : http://www.vivacazuza.org.br/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Nevermind - O melhor do rock


Após 21 anos de seu lançamento, o cd “Nevermind”, da banda de rock Nirvana é eternamente lembrado. Não só suas músicas deixaram um legado de fãs, mas a capa do álbum é um marco na história do rock.
O disco que é até hoje cultuado como um dos melhores do rock mundial completa duas décadas de existência e de eterna influência musical. A sonoridade ímpar e as músicas marcantes transformaram Kurt Cobain e sua turma num fenômeno meteórico.
 E Qual jovem hoje em dia, em seus momentos de rebeldia, ainda não adora escutar as faixas eletrizantes deste álbum? Assim como, quem viveu os tempos eufóricos da década de 90 ?
O fato é que “Nevermind” sobreviveu solidamente aos anos e mudanças do estilo rock’n roll.
E quanto à capa não menos histórica, Spencer Elden, o bebê da foto, já ofereceu algumas novas releituras em homenagem ao disco. Assim como também recebeu das mãos do próprio Cobain um dos prêmios de disco de platina do álbum, que desde seu lançamento, já vendeu nada mais, nada menos que 23 milhões de cópias.
Realmente os anos poderão passar, mas para quem realmente curte o melhor do rock e não se deixa influenciar por algumas novas versões duvidosas deste estilo único, “ Nevermind” representa o “the best” como nenhum outro.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Os verdadeiros covardes

Seria cômico, se não fosse trágico, assistir a politicagem insultar uma classe que verdadeiramente deveria ser considerada heróica. Ouvir a política que cultua a maquiagem dos problemas e a falsa publicidade denominar de vândalos, covardes e outros nomes inadequados, aqueles que realmente trabalham a favor da população brasileira, arriscando suas próprias vidas.
O fato ocorrido na última sexta-feira, dia 03/06, simplesmente expõe e desmascara a falta de compromisso do governo do estado do Rio de Janeiro com a categoria, que há meses vinha pleiteando um dialogo para discutir as discrepâncias atuais enfrentadas pela corporação. O protesto dos bombeiros do Rio é simplesmente um pedido de atenção e reconhecimento, que apenas reivindica remuneração e condições de trabalhos adequadas. E a atitude desesperadora, mas que talvez revele a falta de interesse público, mesmo que não tenha sido correta e constitucional é um pedido de socorro, que necessita ser ouvido, sem mais esperas.
É um tanto difícil entender, as diferenças salariais entre corporações de diferentes estados, já que a exposição e o trabalho são os mesmos ou até maior na capital carioca. Enquanto no Distrito Federal o salário dos bombeiros chega a R$ 4,6 mil reais, os bombeiros cariocas recebem apenas R$ 950,00, quase cinco vezes menos. O salário da categoria é o mais baixo da região sudeste.
Logo, se não houver uma reivindicação ou um pedido mais enérgico por parte destes homens, quem vai modificar o quadro atual ? O governo?
Talvez, os responsáveis ainda não tenham entendido a urgência das reivindicações, e por isso seja mais fácil calar a voz com a repressão e prisão dos militantes. Já que eles sujaram a bela imagem da Cidade Maravilhosa, expondo suas mazelas tão temidas e ocultas.
Neste caso, a população deve se perguntar quem são os verdadeiros covardes. Aqueles que estão nas ruas salvando vidas ou aqueles que estão infiltrados nas câmaras, congresso e senado do nosso país, motivados apenas por seus interesses próprios?
Esta é uma questão bastante interessante e que merece uma reflexão. Pois, é muito fácil julgar uma atitude quando se está assistindo de camarote. E é mais fácil ainda tentar justificar um erro associando suas fundamentações a interesses políticos. Mas quando o assunto é política, fica quase impossível entender ou querer explicar tanta sujeira.

domingo, 22 de maio de 2011

A Marcha Censurada



Hoje, dia 22/05/2011, em quatro cidades do país, acontece mais uma vez, a marcha a favor da liberação da maconha, intitulada: Marcha da Maconha. O tema que sempre é sinônimo de polêmica gera discussões, e vira assunto do dia nas redes sociais.
Ontem, o movimento aconteceu em São Paulo, e gerou um clima tenso entre a polícia e manifestantes. O evento, que já tinha sido proibido na sexta-feira, pelo Ministério Público, foi realizado, porém sofreu forte opressão. Os quase 700 manifestantes que compareceram, foram acompanhados pela polícia militar que utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha para coibir a passeata.
A decisão de proibir a manifestação acabou agregando ao debate a questão da censura e liberdade de expressão. Durante o acontecimento, manifestantes traziam cartazes evocando o direito de expor suas idéias.   
Agora, de um lado estão os simpatizantes, que afirmam estar buscando meios de discutir soluções para a legalização da droga, estimulando reformas nas leis e políticas públicas sobre a questão, sem a intenção de fazer apologia ou incentivo ao tráfico. E de outro lado, estão aqueles que acreditam que esta manifestação incentive a banalização do tráfico e incita o uso coletivo da droga em público, naturalmente.
E, no meio de toda esta discussão, que é vagarosa e tem poucas evoluções políticas, é importante citar que, mesmo com um discurso que a política de combate às drogas tem funcionado eficientemente nos últimos anos, o que vemos é uma epidemia de usuários de crack espalhados pelo país. Logo, soa como ignorância a proibição violenta de uma manifestação que teoricamente busca uma solução para um problema. Se esta manifestação realmente busca um diálogo pacifico e não banaliza suas intenções, porque proibi-la ?
A censura opressora que antes amedrontou o país, teoricamente não existe mais, portanto reprimir não é a solução. Se não há um ato ilegal envolvido, não há porque oprimir. Do mesmo jeito que se pede atenção aos podem modificar alguma coisa, pede-se cuidado aos que solicitam. Realizar uma manifestação deste tipo e que levanta uma questão tão delicada exige responsabilidade e consciência. Não se pode banalizar o ato, nem brincar de maluco beleza. Cada um tem seus direitos, mas existe o direito do próximo.
A intenção não é criar uma sociedade chapada. A intenção é buscar soluções coerentes e responsáveis.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Por onde anda a vergonha na cara de alguns brasileiros ?

Por onde anda a vergonha na cara de alguns brasileiros ?

Essa pergunta torna-se um tanto difícil de responder quando analisamos alguns fatos que se destacaram na mídia nos últimos dias. Poderia discorrer sobre várias noticias, mas três delas me chamaram a atenção e praticamente me obrigaram a escrever esse texto.
O primeiro caso é o da  promotora Débora Guerner, que foi detida no dia 20 de abril, por estar ligada ao esquema do mensalão do DEM, e respondendo a pelo menos três processos relacionados ao esquema de corrupção. Ela, juntamente com o marido, Jorge Guerner, e o procurador geral da justiça do DF, Leonardo Bandarra, são acusados de crime por violação de sigilo funcional, concussão e formação de quadrilha. Porém não satisfeita com as acusações pelo qual vem respondendo, Débora, novamente com apoio do esposo, forjou 16 laudos médicos, que tentam simular um transtorno mental da acusada. Foram divulgados vídeos, onde o psiquiatra Luís Altenfelder, orienta sua “paciente” a ter certas condutas. A intenção seria amenizar suas possíveis sentenças.
Em outro momento, na cidade do Rio de Janeiro, seus ilustres vereadores aprovaram uma verba de pouco mais de três milhões de reais para adquirirem uma belíssima frota de carros importados. Os carros serviriam para a comodidade de vossas excelências. Seriam 51 veículos para 51 vereadores. Porém, curiosamente dois estão presos. Após citação de ação popular, movida pelo advogado Victor Travancas, a compra dos veículos que ocorreu sem licitação, foi revista em sessão realizada hoje na câmara. Apesar de optarem pelo cancelamento da compra, a maioria não aprendeu a lição. Dos presentes à sessão, 21 defenderam a aquisição do carro, enquanto 20 foram contra. Mas em março, quando o presidente da câmara, Jorge Felippe, anunciou a compra, apenas cinco foram contra a decisão. Este fato é interessante, por que se fossemos aos Estados Unidos, por exemplo, não encontraríamos os ministros da Suprema Corte, o mais poderoso tribunal do país mais rico do mundo, com carro oficial e nem mesmo, os senadores americanos, cujo poder e influência são bem maiores que os dos senadores brasileiros, também não.
Continuando na cidade do Rio, nesta terça-feira, também saiu o valor do novo orçamento da reforma do estádio do maracanã  para copa de 2014. Embora, o valor de  R$ 956.787.720,00 pareça exorbitante, este novo “preço” não é nada surpreendente quando se trata de reformas realizadas no Brasil. O salto foi de 59,5%, e não houve críticas do tribunal de Contas da União. A obra, antes avaliada em 600 milhões, já aumentou duas vezes o valor previsto. A justificativa agora se deve a substituição da atual cobertura de concreto por uma estrutura de cabos e membranas tencionadas, o que possibilitará iluminação uniforme. È importante lembrar que R$ 556,8 milhões sairá dos cofres públicos do estado e ainda estamos em 2011, ou  seja, não há garantias que este valor seja definitivo. Mesmo assim, o ministro Valmir Campelo afirma: "Queremos que o Brasil seja não só campeão dentro do campo, mas também da transparência, da moralidade e pelo zelo da coisa pública".
Enfim, às vezes diante de alguns fatos, a indignação surge involuntariamente. E desperta um certo sentimento de revolta. È estranho por que acabamos chegando à conclusão que certas pessoas realmente não se preocupam com o bem-estar do próximo. E, justamente aqueles que deveriam ser exemplo de solidariedade e preocupação, são os que mais decepcionam.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Síndrome de Burnout

Nos dias de hoje, o stress do trabalho tem desenvolvido alguns novos transtornos nos seres humanos e para alguns a sociedade anda meio louca. Identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1974 pelo pesquisador Freunderberger, a síndrome de Burnout foi observada a partir do desgaste no humor e na motivação dos seus colegas de equipe.
O termo resulta da junção de burn (queimar) e out (exterior), caracterizando-se por estresse ocupacional devido excessiva exaustão física e emocional, sempre aliada a fatores relacionados ao trabalho.
Especialistas destacam que a doença pode atingir pessoas que nunca tiveram antecedentes psicotpatólogicos. E é mais comum em pessoas cujas profissões estão associadas ao contato com outras pessoas, embora não deixe de atingir grandes executivos ou até mesmo donas de casa.
Os sintomas estão relacionados à agressividade, irritação, desinteresse, frustração, desmotivação, depressão, angústia, entre outros. Pode apresentar ainda efeitos psicossomáticos como cansaço, dor física, falta de apetite, insônia, dores de cabeça e dificuldades respiratórias. Porém é importante frisar que a síndrome não deve ser confundida com estresse ou depressão, por ter sintomas parecidos, pois ela sempre estará ligada a reações associadas diretamente a um estresse na atividade ocupacional.
Atualmente o decreto N° 3048/99 que regulamenta a Previdência Social, o grupo V da Classificação Internacional de Doenças (CID) 10 menciona no inciso XII a “Síndrome de Burnout,“Síndrome do Esgotamento Profissional”, também identificada como “Sensação de Estar Acabado”.
O diagnóstico se dá através do levantamento do histórico do paciente, seu envolvimento e sua realização no ambiente de trabalho e também é utilizado um questionário baseado na escala Likert. O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia.
A doença tem sido mais observada atualmente e vem sendo tema de palestras e estudos. A exemplo disso, no último dia 26 de abril deste ano, a Central de Perícia Médica da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro realizou uma palestra e abriu 40 vagas para tratamento ambulatorial para seus servidores.
Fique atento você também...

TOP 10 das profissões mais estressantes:

1º. TI
2º. Medicina
3º. Engenharia
4º. Vendas e marketing
5º. Educação
6º. Finanças
7º. Recursos humanos
8º. Operações
9º. Produção
10º. Religião

terça-feira, 10 de maio de 2011

E o salário... Ooh!!

Fazendo uma analise superficial sobre alguns aumentos que afetaram o orçamento e o bolso dos brasileiros desde o inicio do ano, não fica tão difícil perceber que há uma certa desvantagem para algumas classes. Principalmente aos proletariados que sobrevivem com uma renda de um salário mínimo.
A intenção neste momento não é criticar a situação econômica do Brasil atualmente, e sim ou apenas, associar o valor do salário mínimo com alguns gastos que de certa forma acabam promovendo uma situação desproporcional a algumas classes sociais. Economicamente não é preciso citar que o Brasil tem alcançado ótimos níveis de evolução e produção, além de valorização no mercado mundial e interno. Mas é possível exemplificar algumas elevações de preços que aconteceram só no primeiro semestre do ano. 
 No primeiro dia deste ano os cariocas já passaram a desembolsar R$ 0,30 a mais em sua tarifa básica de pedágio. Em fevereiro os brasileiros estavam pagando 6% por cento a mais no preço dos livros didáticos utilizados nas escolas. Em março, o etanol ficou 13,42% mais caro, assim como a partir do dia 14 deste mesmo mês ocorreu o reajuste das taxas de embarque nos principais aeroportos do país, com aumento de 5% nos vôos domésticos e 4,69% nos internacionais.
Nos últimos dias as linhas rodoviárias no estado do Rio de Janeiro aumentaram sua tarifa de R$ 2,40 para R$ 2,50 e o Metrô Rio, afirmando está sem reajuste a dois anos alterou seu valor de tarifa unitária de R$ 2,80 para R$ 3,10.
Diante de tanto aumento, este ano, o nosso salário mínimo foi reajustado, exoticamente de R$ 540,00 para R$ 545,00 deixando preocupados aqueles que dependem desta quantia mensalmente para manter e acompanhar tantas variações de preços.
Curiosamente, no final do ano passado o reajuste para deputados e senadores e o presidente da república, foi de 61,8% e 133,9%, respectivamente. Tantos aumentos assustam. E fica claro que alguém está perdendo nesta história. Será o povo assalariado ou aqueles que se beneficiam com essas variações exorbitantes ?
O discurso publicitário de crescimento e de sétima maior economia do mundo, não deveria privilegiar todos os brasileiros ? Ou ainda falta uma reavaliação de conceitos econômicos a ser feita ?  
Respostas dificeis, mas que ao menos poderiam ser comprovadas em melhorias para a população. Talvez, isso pelo menos disfarçaria as evidências errôneas que emergem da politicagem.

sábado, 7 de maio de 2011

O amor incondicional



A mais antiga comemoração do “Dia das mães” é mitológica e aconteceu na Grécia, onde a chegada da primavera era festejada em honra a deusa de Rhea, a mãe dos deuses. Outro registro do inicio desta data comemorativa aconteceria no século VXII, na Inglaterra, quando o quarto domingo da quaresma era dedicado às operárias inglesas. Já nos Estados Unidos, as primeiras sugestões a favor da celebração ocorreram em 1987, através da escritora, Júlia Ward Howe, autora de “ O hino de batalha da república”. Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
E hoje em dia, embora a data tenha ganhado um grande apelo comercial, o segundo domingo de maio representa um momento de aproximação e demonstração de amor a quem abdica de tantas coisas em prol da felicidade de seus filhos numa celebração do amor incondicional. Neste dia as histórias felizes ou tristes ecoam pelos lares e revigoram as relações de ternura.
Embora nem todas as histórias sejam felizes, quando pensamos na palavra “mãe” é quase impossível não associá-la ao amor, dedicação, carinho, ou qualquer bom sentimento que exista. É impossível não lembrar da pessoa que está ao nosso lado sempre. Nos bons e maus momentos, reclamando ou aconselhando, sorrindo ou enxugando nossas lágrimas.
Entre presentes, palavras e histórias, agora devolvemos os melhores sentimentos a quem  é responsável pela dádiva de nossas vidas, e este momento, embora seja simbólico representa a atitude desejada a todos os dias, pois todos os dias são das mães.
Feliz Dia das Mães !!  

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domingo, 1 de maio de 2011

Animais maltratados




Moradores do bairro de Paciência, RJ, nos procuraram, indignados com a situação de animais mantidos por um vizinho em um terreno há alguns meses.
Sozinhos, sendo alimentados de maneira irregular e deixados em um ambiente extremamente sujo, eles preocupam a vizinhança.

Como se assistir os animais passando fome, sede e vivendo em meio à sujeira não fosse o bastante, os bichinhos deram cria e, devido às más condições, alguns filhotes morreram. Por terem entrado em decomposição eles estão atraindo ratos e ameaçando a saúde dos outros moradores da região.
Em contato com órgãos de proteção aos animais os moradores registraram reclamação e foram orientados em aguardar prazo de 10 dias para que o proprietário do imóvel fosse notificado, mas os animais não podem esperar mais e é importante frisar que a saúde da população também não.

Fotos comprovam que o terreno no qual os cachorros ficam tem muito lixo espalhado (oferecendo risco de proliferação da dengue) além de fezes em grande quantidade.
Quem puder ajudar ou sabe quem possa, basta entrar em contato conosco que passaremos todas as informações devidas, como endereço exato entre outras. 

Vamos denunciar essa situação e cobrar soluções!

Segue um link para quem também quiser fazer uma denúncia sobre maus tratos a animais:

Por  VANESSA BARROS E JULIANA MATIELLI
ESTUDANTES DE JORNALISMO DA UNICARIOCA E PARCEIRAS DESTE BLOG.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um casamento de idéias

Hoje pela manhã aconteceu um dos eventos mais esperados do ano. Ovacionado pela mídia sensacionalista, que atualmente é responsável em engrandecer e transformar fatos que poderiam ter relevância de acordo com sua merecida importância em momentos históricos.
O casamento real ocorrido na Inglaterra entre o príncipe William e a plebeia , Kate Middleton, transformou-se segundo esta mídia citada, num fato histórico. Assim como foi feito em 1981, também numa cerimônia de casamento entre Diana e o príncipe Charles.
Sensacionalismos à parte, e fazendo uma analogia utilizando-se do estudo antropológico, talvez toda esta expectativa e demonstração de superioridade tenha seus motivos apoiados num comportamento embutido nas sociedades desde muito tempo.
A palavra aplicada a este conceito seria o etnocentrismo, que no século XIX denominava a sociedade europeia como superior a todas as outras sociedades. Logo, muito mais do que um conto de fadas real, este casamento evidencia um comportamento ainda inserido nas sociedades atuais. Pode ser encarado como uma demonstração de poder e riqueza sobre as raças inferiores.
Esta cerimônia certamente tem sua importância, mas talvez devesse se manter aquela nação, aquela monarquia, que provavelmente é a quem mais interessa. Porém, com o apoio dos meios de comunicação e com uma intenção publicitária ocultada pela glamourização, poucos realmente terão um olhar mais clínico sobre estes aspectos. O povo ainda se alimenta de sonhos, e isso não é tão mal.
Mas, temos de convir que certos fatos devem ter sua merecida relevância.
Save the Queen !!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

E agora Cabral ?


Depois de uma madrugada de chuva no Rio de janeiro, a cidade novamente enfrenta velhos problemas. Pontos de alagamento se espalham por toda cidade e o caos retorna à vida dos cariocas.
A zona norte da cidade foi a mais atingida pela chuva. O bairro da Tijuca foi o mais prejudicado. Uma mulher sofreu uma descarga elétrica na  Conde de Bonfim. Na rodovia Grajaú-jacarepaguá uma grande rocha rolou da encosta e interditou a pista. No centro do Rio a chuva também deixou estragos em diversos locais. A previsão do tempo indica que mais chuvas irão atingir o estado e a defesa civil entrou em estado de alerta.
É preocupante a repetição desses problemas, ainda mais numa cidade que está as vésperas de sediar uma olimpíada e a copa do mundo em 2014. Fica claro que muito ainda deve ser feito até lá. Pois, nos últimos meses, o Rio tem evidenciado problemas estruturais graves em diversos setores. Alagamentos, explosões de estruturas elétricas no subsolo, enchentes provocadas por redes de esgotos, caos no trânsito, falhas na segurança pública, telefônica e iluminação. Situações tão corriqueiras no dia a dia da metrópole que fica difícil acreditar que até a data desses eventos tudo esteja sanado.
A política que maqueia tantas discrepâncias deve parar de agir com medidas provisórias que apenas disfarçam esses fatos com sua propaganda barata, e deve iniciar realmente um plano de melhorias imediatas e concretas. Caso contrário, provavelmente a população da cidade maravilhosa irá assistir e continuar vivendo um  evento de vergonha mundial.

domingo, 24 de abril de 2011

Gabriel



No dia 24 de abril de 2008, há exatamente três anos, nascia um sonho em minha vida. E diferente de todos os outros que eu já tivera esse sonho era especialmente real. Ele chegava carregado de emoções, um verdadeiro turbilhão de sentimentos.
Nascia meu filho, Gabriel, e com ele eu começava a descobrir a essência de um amor incondicional. No auge dos meus 23 anos, com minha imaturidade irresponsável naquele dia tudo começaria a mudar.
Foi estranho, mas certamente foi o momento mais especial da minha vida. Um misto de medo, insegurança e receio tomava conta de mim. Mas, ao mesmo tempo um desejo de transformação também surgia. A auto-confiança, cumplicidade, sensibilidade também se aliava a este momento.
Foi engraçado ter vivido esta experiência. E hoje, muito mais do que nunca, tenho certeza que é incomparável. A cada dia, a cada sorriso, a cada abraço ou cada palavra tudo se concretiza ainda mais. E é como se vivêssemos a realidade dentro de um sonho mágico.
Os sentimentos crescem e se renovam diariamente. Os anos passam e surgem novas dúvidas, mas tudo vale à pena.
E sonhar nunca foi tão bom. Um presente de Deus. Um enviado de Deus, assim como significa seu nome. Que não por acaso se apressou em mudar meus caminhos e me dizer de forma tão sutil que o amor existe.
Cura das minhas angústias, fortaleza das minhas inseguranças, reflexo de mim mesmo. Basta um sorriso para desfazer minhas lágrimas. E um gesto para derramá-las. Na complexidade misteriosa da vida aprendi com você, meu filho, que esses mistérios se escondem nas coisas mais simples. Aprendi a amar incondicionalmente.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Palavras indigestas



A pauta preconceito anda em alta aqui no Brasil e fatos é o que não faltam para alimentar o assunto nos últimos meses. Depois do deputado Jair Bolsonaro e suas declarações afiadas, do caso do massacre de Realengo e seu atirador vítima de bullying; O último ocorrido se deu no dia 3 de abril, mas só ontem ganhou certa repercussão, quando o “Domingo Espetacular” da emissora Record dedicou uma matéria ao caso.
As vítimas agora seriam algumas mulheres conhecidas do oriente médio e o acusado de preconceito, o renomado jornalista Caio Blinder e suas declarações infelizes no programa “Manhatan Connection” , da Globo News.
Durante a entrevista o jornalista teria chamado de “piranha’ algumas primeiras-damas do oriente, e entre elas estariam a rainha Rania da Jordânia. O comentário não teria agradado Ramez Goussous, o embaixador da Jordânia no Brasil,  que enviou ao Itamaraty nota verbal formalizando protesto contra o comportamento do jornalista.  O embaixador ainda contou com o apoio de outros 17 embaixadores, que exigiram retratação e ainda ameaçaram processar a emissora.
A retratação já foi feita no ar pelo editor executivo do programa, Lucas Mendes, e na última quinta-feira, dia 14, o jornalista conversou com o “Portal Impressa” por telefone e disse que considerava o episódio superado.
Entre declarações e retratações, os comentários geraram um mal estar diplomático, mais discussões sobre preconceito. E fatidicamente formaram opiniões que oscilam entre os que apóiam o jornalista e os que são contra. Além disso, curiosamente deram a emissora concorrente um álibi na tão disputada guerra de audiência, onde vale tudo para manchar a imagem.
Agora, fica a certeza de que nos dias de hoje não se pode falar tudo o que se pensa. E caso isso aconteça, as conseqüências de afirmações indelicadas podem ser indigestas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por trás do véu

Nesta segunda feira na França foi proibido o véu islâmico integral nos espaços públicos. Com essa decisão o país se tornou o primeiro na Europa a impedir esta indumentária. A medida entrou em vigor após polêmicos debates sobre o islã, laicismo e a imigração, impulsionados pelo governo do presidente Nicolas Sarkozy.
Estima-se que no país 6 milhões de pessoas são mulçumanas, e fontes oficiais revelam que cerca de 2.000 mulheres usam o véu integral. Muitas dessas mulheres são francesas convertidas a religião mulçumana, o que torna esta prática incoerente com o preceito islã.
A multa prevista para o descumprimento da ordem será de 150 euros e os maridos ou concubinos que obrigarem suas esposas a usar o véu poderão ser condenados a um ano de prisão e a 30.000 euros de multa.
A decisão gerou polêmicas e discussões de cunho político e social. Nesse aspecto, os críticos dizem que esta iniciativa seria uma tentativa de agradar o eleitorado de extrema direita e desviar a atenção dos problemas econômicos vividos pela nação. Também há um embate com a definição de estado laico que define-se como aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial aos temas religiosos, o que torna a medida algo incoerente.
A justificativa do governo se baseia na segurança e na política de imigração, mas é facilmente questionável que por trás de tudo isso há interesses muito maiores e uma sutil pincelada anti-democrática.
"Esta lei é uma afronta a meus direitos europeus. E a única coisa que faço é defendê-los: ou seja defendo minha liberdade de ir e vir, minha liberdade religiosa", disse Kenza Drider, 32 anos, e usuária do véu a 13 anos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O preço da realidade

A tragédia que abalou o estado do Rio de Janeiro esta manhã e ainda está repercutindo em todos os noticiários do país deixará cicatrizes profundas em muitas famílias e abrirá um leque de discussões em diversos sentidos.
Há inserido neste triste episódio um conteúdo rico em análises e investigações, além de alguns assuntos que de certa forma ainda são tabus para a sociedade. Diversos ângulos da notícia a cada momento injetam na população informações que contribuem para a formação de uma opinião que muitas vezes podem não contribuir para uma verdade.
A difícil compreensão de uma atitude insana revolta as pessoas. Pois, não é fácil assistir a morte de 11 jovens em um massacre digno de roteiro cinematográfico, muito menos aceitar que um individuo por quaisquer que sejam suas razões possa cometer tal atrocidade.
Mas à medida que o caso vai sendo decifrado e informações sobre esse “assassino” vão se evidenciando e seu perfil psicológico assinala uma possível insanidade que provavelmente comprometeria sua percepção da realidade, a verdade ganha diferentes versões.
È fato que uma situação de tal magnitude choca qualquer ser humano; As imagens são perturbadoras e facilmente emocionam. Mas num contexto geral, onde se tem pais que perderam filhos, crianças que sofreram graves traumas psicológicos e um jovem que talvez sofresse algum transtorno mental, as opiniões de especialistas e a grande exposição do caso nas mídias podem se tornar contribuintes para um fator preocupante em relação aos indivíduos portadores de doenças psiquiátricas.
O preconceito, um inimigo indesejável a essas pessoas, ainda é bastante presente em suas vidas e talvez esse tipo de situação assuste ainda mais quem realmente não vive esta triste condição.
No fim de tudo é triste assistir  um caso tão intrigante. As lágrimas insistem em brotar dos olhos num misto de revolta e incompreensão. A mente humana se revela misteriosa , irreconhecível e diversas vezes de forma brutal nos obriga a pagar o preço da realidade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ansiedade de Informação

Hoje em dia a facilidade ao acesso e a quantidade de informação é extremamente  divulgada. Os meios de comunicação permitem aos que anseiam por conhecimento um acervo quase infinito de sabedoria e se multiplicam em diversas formas para facilitar ao grande público à inclusão.
Porém, pesquisas apontam que essa grande demanda de informação tem levado os homens no geral a um certo tipo de estresse motivado por uma ansiedade do saber. As mesmas pesquisas também revelam que enquanto a quantidade de conhecimento duplicava a cada cinco anos, hoje triplica em muito menos tempo. E essa ansiedade acaba provocando danos à saúde.
Este fato está diretamente relacionado à explosão das mídias e ao grande avanço tecnológico da atualidade. Além da cobrança interior de obter mais quantidade de conhecimento a favor do encaixe nos padrões  exigidos pela sociedade.
Especialistas apontam que a necessidade de saber não é um mal em si. Não é nenhum problema querer saber de tudo um pouco, mas deve ser observado quando isto se torna excessivo e até doentio. Afirmam que é bem mais produtivo e saudável ter conhecimento sobre determinado assunto e que deste modo o receptor poderá exercer sua criatividade, já que detém informações que foram melhores percebidas e absorvidas.
A quantidade não irá suprir o desejo, enquanto lemos sem compreender, vemos sem perceber, ouvimos sem escutar.