quarta-feira, 30 de março de 2011

E se não fosse à Preta Gil ?


É realmente revoltante e impossível de deixar passar em branco, o episódio envolvendo a cantora Preta Gil e o deputado federal Jair Bolsonaro. O deputado e suas infelizes afirmações despertaram um sentimento de espanto em diversos segmentos sociais e deixou claro ser adepto de diferentes formas de preconceito. As Declarações além de terem cunho preconceituoso, ousaram apoiar a ditadura como forma de governo num país que se libertou e hoje celebra sua democracia.
Entre afirmações que comparam orientação sexual com boa educação, ditadura militar com moralismo, entre outros, este político que é eleito pelo povo por um motivo que ainda desconheço, desde 1988, distorce a imagem dos militares de hoje em dia e propõe uma tirania que Adolf Hitler aplaudiria de pé.
Entretanto, quando inicio o texto perguntando: E se não fosse à Preta Gil, tento fazer um trocadilho.  Se não fosse à Preta Gil cantora e filha do ex-ministro e também famoso cantor brasileiro, Gilberto Gil, será que o caso teria a mesma repercussão? Ou seria apenas mais uma vítima deste deputado cheio de preconceitos e acobertado por leis que protegem os políticos ?
E se não fosse à Preta Gil com sua intrepidez e influência a primeira a ter coragem de enfrentar esse individuo, quando alguém ia prestar atenção em tanta ofensa e desrespeito ao próximo ?
É fato que judicialmente e burocraticamente esse episódio ainda terá mais alguns capítulos, porém espera-se que o resultado seja bom para ambas às partes: para o povo e para à Preta.

terça-feira, 29 de março de 2011

Paraísos Artificiais



Finalmente o cinema brasileiro irá se render  ao cenário da música eletrônica, e essa parceria se dará com a estréia de Marcos Prado como diretor, já conhecido pela produção de sucessos como Tropa de elite 1 e 2.
‘ Paraísos Artificiais ‘ que deve estrear no segundo semestre deste ano, se passa no Rio de Janeiro e é baseado num triângulo amoroso vivido entre Érica ( Nathália Dill), Lara (Lívia Bueno) e Nando ( Luca Bianchi) e tem como cenário a cultura das festas raves, todo o funcionamento e tudo que envolve esse conceito, além de mostrar o envolvimento dos personagens com o uso das drogas sintéticas, também conhecidas como drogas modernas.
Segundo o diretor, a idéia do filme é retratar o comportamento dos jovens, que hoje estão mais livres para escolher, experimentar, criar e reinventar a própria vida, além de mostrar a busca pela identidade.
O filme nem estreou e já causou algumas polêmicas no mundo eletrônico, sobre as possíveis contribuições negativas que poderá trazer para a imagem dessa cultura. Porém esse desconforto foi aliviado pelo próprio diretor que gentilmente concedeu entrevistas a diversos sites do movimento. A trilha sonora, algo muito importante e esperado, não foi revelada, mas prometem surpresas e um set list eletrizante.
Agora é só aguardar e conferir o resultado.

sábado, 19 de março de 2011

De quem é a culpa ?

Esses dias andando pela rua, me deparei com uma cena um tanto comum, mas que naquele momento por algum motivo chamou-me bastante atenção e levou-me a escrever sobre o assunto, que de certa forma levou-me a refletir e a querer dissertar para demonstrar de alguma maneira o sentimento em mim despertado.
A cena citada se deu quando vi uma mãe esbravejar para o filho e também para quem quisesse ouvir e estivesse passando por ali naquele momento, que a obrigação de botar a comida dentro de casa era do pai e que ele ( o filho) deveria cobrar ao pai esta obrigação.
 Chamou-me atenção que ao lado dessa criança, o menino deveria ter no máximo 8 anos, ainda havia mais duas ao seu lado também nesta faixa etária, e mesmo olhando rápido para eles, pude perceber que estavam cabisbaixos e provavelmente deveriam estar com fome. É fato que deveriam ser pobres e até morarem nas ruas.
Logo, uma cena tão corriqueira hoje em dia, naquele momento me fez refletir bastante.  Deixou-me um tanto chocado e me deu a sensação de que deveria ter alguém responsável por situações assim se repetirem constantemente.
Mas de quem é essa culpa?
Alguns poderiam culpar essa mãe, chamá-la de irresponsável ou até de usuária de drogas, insensível. Outros iriam xingar esse pai que provavelmente deveria ser um delinqüente. Muitos poderiam até dizer que a culpa é dos governantes que fecham os olhos para a população menos favorecida e definham as chances de uma vida melhor quando pensam apenas em que imagem passar do governo.
Porém diante de tantas opiniões, eu optaria escolher a que me passa maior certeza: a culpa não era daquelas crianças. Mas, infelizmente o que vemos na realidade são adultos descarregando seus problemas e suas amarguras em inocentes e cotidianamente nos assustamos com diversos casos noticiados ou não, em que as crianças são vítimas da crueldade alheia.
Não quero fazer julgamentos àquela mãe, mas simplesmente não entendo certos tipos de comportamento humano e sei que ainda vou me surpreender muito. Por isso transcrevo aqui esse meu sentimento de indignação e sigo acreditando que mesmo quando os verdadeiros  responsáveis  se abstenham de sua culpa, esse quadro infeliz possa evoluir para algo bem melhor com medidas inteligentes e reais, garantindo assim um futuro digno para quem é o nosso futuro.