É realmente revoltante e impossível de deixar passar em branco, o episódio envolvendo a cantora Preta Gil e o deputado federal Jair Bolsonaro. O deputado e suas infelizes afirmações despertaram um sentimento de espanto em diversos segmentos sociais e deixou claro ser adepto de diferentes formas de preconceito. As Declarações além de terem cunho preconceituoso, ousaram apoiar a ditadura como forma de governo num país que se libertou e hoje celebra sua democracia.
Entre afirmações que comparam orientação sexual com boa educação, ditadura militar com moralismo, entre outros, este político que é eleito pelo povo por um motivo que ainda desconheço, desde 1988, distorce a imagem dos militares de hoje em dia e propõe uma tirania que Adolf Hitler aplaudiria de pé.
Entretanto, quando inicio o texto perguntando: E se não fosse à Preta Gil, tento fazer um trocadilho. Se não fosse à Preta Gil cantora e filha do ex-ministro e também famoso cantor brasileiro, Gilberto Gil, será que o caso teria a mesma repercussão? Ou seria apenas mais uma vítima deste deputado cheio de preconceitos e acobertado por leis que protegem os políticos ?
E se não fosse à Preta Gil com sua intrepidez e influência a primeira a ter coragem de enfrentar esse individuo, quando alguém ia prestar atenção em tanta ofensa e desrespeito ao próximo ?
É fato que judicialmente e burocraticamente esse episódio ainda terá mais alguns capítulos, porém espera-se que o resultado seja bom para ambas às partes: para o povo e para à Preta.




