terça-feira, 30 de novembro de 2010

Resposta !

Quando escrevi na última postagem sobre o projeto Estrada Cultural  acho que ficou claro que não me referia ao projeto financiado pela Concessionária Lamsa em relação ao trabalho feito com crianças. Porém, venho retificar a pedido do responsável pelo projeto que realmente trabalha com jovens carentes na comunidade da maré no Rio de janeiro, o erro cometido quanto ao nome do trabalho.  O link do projeto Estrada cultural encontra-se no comentário deixado pelo próprio no blog.
Quanto ao nome das barreiras acústicas que encontram-se nas vias da linha amrela e linha vermelha, quando entrei em contato com a concessionária Lamsa, que é realmente responsável pelo trabalho, fui informado que se tratam de Paínéis de Proteção Acústica e não me foi passado nem um título para o projeto, apenas que os desenhos que ali se encontram são trabalhos realizados pelos próprios moradores das comunidades " beneficiadas" , moradores que ao mesmo tempo que colaboram com o projeto, reclamam da segregação urbana que estão sofrendo. Que ironia !

domingo, 7 de novembro de 2010

Estrada Cultural ?

Estrada cultural?

  Financiado pela concessionária Lamsa, o projeto intitulado Estrada Cultural, que custará 20 milhões de reais, foi iniciado em maio deste ano com a finalidade de diminuir o barulho emitido pelas vias intensamente movimentadas que abrangem a linha amarela e a linha vermelha. Protegendo os moradores da favela deste barulho.
  Sim, isto é o que dizem os idealizadores do projeto, mas na prática não é o que parece para quase ninguém que por ali passa e enxerga com olhos justos o que realmente se esconde atrás desta idéia. E  os moradores das favelas “protegidas” do barulho também parecem não entender que este seja o verdadeiro objetivo da Estrada Cultural.
  E polêmicas à parte, o assunto já foi motivo de inúmeros protestos dos próprios moradores das favelas que agora se escondem por trás de uma barreira de proteção acústica, e se sentem segregadas da paisagem da cidade. Na verdade o que deveria ser uma barreira de som, transforma-se num escudo de proteção para os usuários da via expressa e uma proteção para os olhos dos turistas que são poupados da visão não tão agradável erguida por trás destes muros.
  O fato é que não adianta camuflar os males sociais da cidade através de barreiras visuais que tapem um mal longe de ser sanado. Esconder não resolve problemas, apenas abre uma série de possibilidades reais de revolta aos mais prejudicados. Estrada cultural? Deveria nos ensinar ou nos mostrar algo realmente interessante, não esconder os erros daqueles que deveriam corrigi-los.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Legalize já !!!!

Amanhã, 2 de novembro, os Californianos vão as urnas decidir os representantes de seu congresso e também do Senado. O plebiscito também traz outras perguntas sobre investimentos em diversos setores, porém um item chama bastante atenção e causa grande polêmica nesta eleição, a legalização do uso e do comércio da maconha.
Já existem outros estados no país que permitem a utilização da erva para fins medicinais, mas neste caso se o sim for maioria, os californianos poderão plantar, consumir,  comprar e vender os cigarros de maconha.
Diante desta polêmica decisão surgem inúmeras opiniões sobre o assunto, alguns acreditam que a legalização diminuiria a violência relacionada ao tráfico, outros acreditam que isso aumentariam o número de consumidores jovens, o que não parece uma idéia inteligente.
Existe até campanhas de vídeos entre os que apóiam e os do contra sendo veiculada nos meios de comunicação. As pesquisas apontam que metade dos americanos defendem a legalização, o que poderia transformar a Califórnia na Amsterdã americana. Muitos também acreditam que a droga é menos perigosa que o álcool.
Divergências à parte, a legalização da substância deve ser bem elaborada e estudada cuidadosamente já que não envolve apenas a diminuição da violência relacionada ao tráfico. Sabe-se que com a liberdade de consumo, mesmo sendo controlada, pode aumentar o número de consumidores, principalmente de jovens e também pode não significar a diminuição de traficantes.
O mínimo esperado é que os responsáveis pela liberação tenham elaborado uma política de planejamento bem estruturada para lidar com os possíveis problemas que possam ser adquiridos socialmente caso a legalização seja aprovada. Garantindo que a decisão não se transforme em um erro e os californianos em malucos beleza descontrolados.