A tragédia que abalou o estado do Rio de Janeiro esta manhã e ainda está repercutindo em todos os noticiários do país deixará cicatrizes profundas em muitas famílias e abrirá um leque de discussões em diversos sentidos.
Há inserido neste triste episódio um conteúdo rico em análises e investigações, além de alguns assuntos que de certa forma ainda são tabus para a sociedade. Diversos ângulos da notícia a cada momento injetam na população informações que contribuem para a formação de uma opinião que muitas vezes podem não contribuir para uma verdade.
A difícil compreensão de uma atitude insana revolta as pessoas. Pois, não é fácil assistir a morte de 11 jovens em um massacre digno de roteiro cinematográfico, muito menos aceitar que um individuo por quaisquer que sejam suas razões possa cometer tal atrocidade.
Mas à medida que o caso vai sendo decifrado e informações sobre esse “assassino” vão se evidenciando e seu perfil psicológico assinala uma possível insanidade que provavelmente comprometeria sua percepção da realidade, a verdade ganha diferentes versões.
È fato que uma situação de tal magnitude choca qualquer ser humano; As imagens são perturbadoras e facilmente emocionam. Mas num contexto geral, onde se tem pais que perderam filhos, crianças que sofreram graves traumas psicológicos e um jovem que talvez sofresse algum transtorno mental, as opiniões de especialistas e a grande exposição do caso nas mídias podem se tornar contribuintes para um fator preocupante em relação aos indivíduos portadores de doenças psiquiátricas.
O preconceito, um inimigo indesejável a essas pessoas, ainda é bastante presente em suas vidas e talvez esse tipo de situação assuste ainda mais quem realmente não vive esta triste condição.
No fim de tudo é triste assistir um caso tão intrigante. As lágrimas insistem em brotar dos olhos num misto de revolta e incompreensão. A mente humana se revela misteriosa , irreconhecível e diversas vezes de forma brutal nos obriga a pagar o preço da realidade.

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