quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não basta ser "da" Família... Tem que se fazer Família !!




Não basta ser "da" família... Tem que se fazer família.
Sinceramente, a meu ver, sangue  não significa nada...
Se fosse assim, mães não jogariam seus bebês no lixo, pais não estuprariam filhos e filhas, irmãos não se matariam por bobagens como uma disputa por namorada, filhos não matariam pais... As pessoas más também fazem filhos, também têm pais e irmãos...
Fazer-se família é a grande questão. É criar o vínculo, o afeto, dar tudo o que uma família de verdade pode oferecer, e até mais... Porque família é isso: é ir além. É fazer o impossível por quem você ama, apesar de todos os defeitos do outro, de todos os problemas e todas as dificuldades, pois, por ninguém ser perfeito, nenhuma família pode ser perfeita também, o que não a impede de buscar sempre melhorar...
Não escolhemos em que família nascer, mas somos responsáveis pelo modo como a formamos, pelo que fazemos aos outros membros e, principalmente, com o que permitimos que eles nos façam...

Se sua família te sabota, ela não te respeita.
Sem respeito, não há amor.
Sem amor, é impossível a constituição de uma verdadeira família...

Escrito por Luiza Helena Ridolphi Felizardo
Pegagoga formada pela UERJ.
Colaborando com esse Blog !

domingo, 14 de agosto de 2011

O Significado - Feliz Dia dos Pais




Sinceramente nunca pude entender o verdadeiro significado da presença paterna em minha vida.  Não como a figura responsável pela segurança, pela força ou pelo sinônimo da responsabilidade na família. 
Este pensamento se compôs diante da porcentagem das famílias brasileiras, cujos chefes são as mães, que fazem o papel de pai e mãe ao mesmo tempo, e fez parte da minha realidade. Logo, minhas referências paternas se distribuiram em meus tios, meu avô ou algum outro pai que eu observava e admirava alheiamente.
A ausência paterna em minha vida não foi tão dolorosa quanto muitos julgam ou vivem. Minha mãe, uma heroína, soube transformar um problema numa maravilhosa solução. E sua perseverança ocupou todos os espaços de uma possível necessidade de paternidade.
Mas, ainda assim, houve um momento que culpei meu pai por muitas coisas que poderiam ser diferentes, e lá no fundo por mais que eu negasse, senti sua falta. Porém, isso eu procurei canalizar para a rebeldia sem causa da adolescência.  Mas, detalhes à parte, no fim de tudo me transformei em alguém que à frente de ruins perspectivas chegou longe, bem longe e ainda tem muito a conquistar. Eu encontrei a segurança por mim  mesmo, na escola da vida.
Mas é engraçado. Mesmo em sua ausência, meu pai me deixou heranças. Não apenas genéticas, pois isso é fato. Mas, também para a vida. As suas falhas me ensinaram a não falhar como ele, e melhor me fizeram querer ser muito mais humano. Tudo o que um dia enxerguei e julguei errado, me fizeram compreender que suas atitudes serviram de exemplo para que eu buscasse caminhos diferentes.
E hoje, quando penso em meu pai, creio que ele nunca foi ruim. Creio que ele apenas não pôde suportar o peso de seus próprios erros. E quando no silêncio das minhas orações peço por aqueles que amo, muitas vezes tenho um lugar reservado para seu nome.
 E agora, sou eu quem tenho a oportunidade de não cometer alguns erros. Eu que presenteado com uma dádiva divina, descubro sozinho o significado antes desconhecido. Aos poucos, entendo o que é ser um  herói de verdade. O que é amar incondicionalmente. Descubro o que é ser o exemplo, a força, aquele que dará o ombro a qualquer momento para acalentar as lágrimas do filho.
Não me sinto obrigado. Sinto a sensação mais sublime que poderia ter sentido. Acho que encontrei um dos caminhos da felicidade. E cada sorriso, a cada abraço de urso, a cada palavra inocente ou brincadeira, eu sei que estou descobrindo o verdadeiro sentido da palavra pai e não quero mais ter que duvidar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O fim da Rehab

Muito se comenta, muita coisa é especulada e muito mais é exposto quando um grande nome do meio artístico em todas as suas vertentes morre de forma trágica. E não poderia ser diferente com a cantora inglesa, Amy Winehouse.
Sua vida problemática e tão exposta chegou ao fim precocemente como já se previa, e o mundo, embora não seja uma opinião unânime, perdeu mais um grande talento de forma clichê. Amy entrou para a lista de grandes nomes da música, que morreram devido o uso abusivo de drogas.
E problemas à parte, deixará abstinentes muitos de seus fãs que adoravam seu estilo despojado e sua música arrojada e sarcástica. Música que ficará eternizada por dois álbuns marcantes: Frank e Back to Black, que a elegeram como um grande nome da música em todo o mundo.
Sua voz inconfundível calou-se cedo demais, porém acredito que deixará seu legado e sua contribuição positiva com suas letras irônicas e conceituais, que diziam muito mais do que pensávamos.
Amy Winehouse, ao contrário do que muitos se transformam, certamente não irá se tornar uma santa, pois como sabíamos este não era seu perfil e quanto a isso não há dúvidas. Mas, com certeza poderá ser lembrada justamente por suas canções e seu estilo inovador. E isso é fato. Seu talento merece prevalecer sobre todos os seus erros.
Imagino que daqui há alguns anos Rehab ainda será reconhecida como um hit de uma geração que teve a oportunidade de ter conhecido os bons e curtos anos desta mulher sem limites e que cantava sua alma.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Desaparecida


Desaparecida desde o dia 04/07, a senhora Jussara Sobral Barreto Correia foi vista pela última vez em Poço Fundo, bairro onde reside em Rio das Ostras. Segundo informações teria dito que iria ao centro de São Pedro da Aldeia e que precisava vir ao Rio de Janeiro. Desde então a família não tem mais informações.
Portanto se você tiver visto ou tem alguma informação, por favor entre em contato pelo telefone :
(22) 8134 - 0705

domingo, 3 de julho de 2011

HIkikomoris


Desde o surgimento do computador as evoluções que acompanharam esta invenção são de proporções assustadoras e de abrangência realmente siginificativa. A globalização das informações proporcionaram inúmeras opções e velocidade relevante da troca de ideias . E neste contexto de evolução e novos comportamentos do homem com a internet surgiram as famosas e polêmicas redes sociais.
As redes sociais proporcionaram o contato virtual das pessoas e este contato se estendeu a uma idéia de mundo superficial. Porém, esta velocidade surreal da evolução tecnológica vem acompanhada de alguns fatos interessantes quando relacionadas ao comportamento do homem com esses índices.
No Japão, por exemplo, o termo Hikikomori surgiu para definir pessoas que se isolam do mundo em função de algumas tecnologias. O termo, que significa isolar-se em japonês, já é comum nesse país e foi identificado em seis mil pessoas desde que foi iniciada uma pesquisa em 2001. Dessas pessoas identificadas, 40% por cento eram jovens entre 16 e 25 anos. E seus hábitos consistiam em passarem o tempo todo dentro de casa, alternando horários em função de vícios modernos, como computador, televisão, videogame, entre outros.
Os hikikomoris simplesmente baseiam suas relações a um mundo alternativo, que neste caso pode ser identificado com o mundo virtual. Amigos virtuais são cultivados e as relações verdadeiramente interpessoais são deixadas de lado neste transtorno.
Primeiramente considerado através de pesquisas um transtorno tipicamente japonês, talvez se analisado mundialmente, esse mal já atravessou fronteiras, e pode ser considerado um novo transtorno do homem moderno. Atualmente dezenas de redes sociais estão disponíveis na internet e de certa forma despertam em seus usuários atrativos cada vez mais viciantes.
É óbvio que o ser humano é mentalmente singular, e nem tudo se aplica a todos. Mas, o excesso de informações e novas fontes de entretenimento cada vez mais interessantes podem despertar alguns novos tipos de comportamentos. E não devem ser deixados de lado, o estudo destas novas relações.
É interessante observar estas novas concepções de comportamento que estão inseridas no conceito da globalização e suas consequências tão constantes. Já me sinto dependente de certas tecnologias, logo não vejo problemas em assumir e entender o que me leva a isso.
Afinal de contas, quem sabe um dia, não podemos ser frutos de algum novo termo ligado a evolução mundial. Quem sabe já não somos uma variável mais leve dos Hikikomoris ?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma sociedade que trabalha a favor da sociedade





As últimas pesquisas realizadas pelo programa de prevenção das Nações Unidas indicam que no ano de 2009, o número de brasileiros infectados pelo vírus da AIDS, estaria entre 460 mil e 810 mil pessoas, dando ao Brasil um terço dos portadores na América Latina.
Fundada em 1990, no mesmo ano em que Cazuza faleceu vítima da Aids, a instituição “Viva Cazuza” iniciou seus trabalhos junto ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle no Rio de Janeiro. Hoje, realizando um projeto independente, a ONG, fornece medicamentos, exames e assistência a pessoas carentes portadoras do HIV. Em 1993, após conseguir a concessão de uso de um imóvel, da Prefeitura do Rio de Janeiro, montou a primeira Casa de Apoio Pediátrico do Município com a finalidade de atender crianças e adolescentes infectadas.
Em entrevista, Pedro Chicri, pedagogo e supervisor da instituição, há quinze anos, revelou importantes dados e constatações desta sociedade que há duas décadas trabalha para o benefício dos portadores do HIV.

Quantos pacientes são amparados pela ong atualmente?
Atualmente, nós temos em regime de internato na nossa casa de apoio pediátrico, 25 bebês, crianças e adolescentes. E, temos 150 pacientes adultos que são atendidos mensalmente, e que através do trabalho de apoio social são apoiados com a intenção de trabalhar a questão da adesão ao tratamento, porém não moram na instituição.

Porque a exclusividade para o atendimento a jovens entre 3 meses e 17 anos?
Na verdade não é uma exclusividade. Não negamos atendimento, apenas temos um perfil de trabalho. O nosso público alvo são crianças portadoras do HIV/AIDS. E com o passar do tempo e o aprendizado, agente vai mudando, por que a demanda também vai mudando. Hoje em dia nós trabalhamos com bebês, que até então não recebíamos, por que eles poderiam apresentar negativação da doença até 18 meses. Também temos crianças que na verdade foram ficando e viraram adolescentes e daqui a pouco vão ficar adultos. Antigamente existia uma prática de estimar um tempo de vida, hoje não existe mais isso. Em função de algumas mudanças adaptamos nossa estrutura de atendimento, tanto em espaço físico, quanto profissional. E felizmente agora temos uma boa quantidade de internos entrando na adolescência.

Um trabalho social que lida com pacientes vítimas de grande preconceito pela sociedade exige um tratamento diferenciado? Como a instituição encara este fato?
Sim. Trabalhamos a questão da sorologia. Dizemos para eles desde cedo. Contando a historinha do bichinho do sangue e como é transmitido. Com os adolescentes abordamos a sexualidade. E esperamos que estas crianças sejam mais preparadas para uma vida adulta. Porém o preconceito existe. Hoje de uma maneira mais velada, o que pode ser muito perigoso. Antigamente era uma coisa mais nítida. E uma maneira de lidarmos com este assunto é fazendo campanhas em escolas, nas comunidades e com os pais dos alunos. O nosso objetivo é trabalhar com a informação. E fazer com que essas crianças sejam amparadas, através da nossa casa e do nosso trabalho. A verdade sempre, mas com respeito aos desejos das crianças. Se eles não quiserem dizer que são soropositivos, temos que respeitar esse sigilo.

Em 21 anos de existência foram muitas as dificuldades enfrentadas pela ong?
Sim, embora tenhamos toda esta estrutura.  A Lucinha Araújo é uma pessoa que preza pela limpeza e organização. Quer dá sempre o melhor para eles. Porém para manter este projeto há um custo muito alto. A maior despesa é com o pagamento da equipe de profissionais que estão aqui todos os dias. Temos quase que um funcionário por criança. E percebemos ao longo desses anos, que para esse tipo de projeto, o voluntarismo não funciona. Para manutenção temos recebido cada vez menos doações

O projeto tem parceria com algum nível do governo?
No momento, não. Ás vezes, conseguimos algumas parcerias com empresas por períodos determinados. Em datas festivas do ano, as pessoas doam mais. Mas, precisamos trabalhar diariamente para manter esta estrutura. No caso dos direitos autorais do Cazuza, hoje o artista ganha muito fazendo show, mas artista falecido não faz show. Manter a imagem viva do Cazuza é um desafio que a Lucinha busca todos os dias de sua vida, e toda a renda captada é revertida para a instituição. Será lançando brevemente um terceiro livro que conta à história da criação da “Sociedade Viva Cazuza”. E assim, vamos tentando criar maneiras de captar recursos.

Nos últimos anos vocês poderiam fazer alguma observação quanto ao crescimento do número de portadores que procuram a sociedade?
A AIDS mudou de cara. No ínicio ocorreu a epidemia e todo mundo quis saber o que era a doença. Existia a falta de informação. Depois as pessoas foram se informando, se preocupando menos e agora menos ainda. Aí começou a ocorrer à banalização e hoje não se fala mais em AIDS. As pessoas acham que ela tem cura, mas ela continua matando. O índice de contaminação continua elevado. Agora há uma tendência a feminilização da doença, ou seja, as mulheres estão se contaminado mais. Os mais velhos estão tendo uma vida sexual mais ativa por causa do viagra. Há um crescimento e uma mudança de foco. A AIDS já não é mais o “câncer gay”. A maneira mais eficiente é se trabalhar com a prevenção. Fala-se pouco em prevenção, se faz pouca prevenção. Parece que existem datas para se prevenir, mas a AIDS mata o ano inteiro. As pessoas esquecem, porém existe a necessidade de um trabalho mais efetivo nas escolas em educação sexual e prevenção. Coisa que está faltando muito hoje, por isso o crescimento desordenado de casos da doença. Há a ilusão do coquetel, mas esquecem dos efeitos colaterais.

Como funciona a aceitação dos pacientes com o tratamento e o compromisso com a ONG?
Com relação às crianças que moram aqui, a adesão é mais fácil. A criança que toma o remédio todo dia, já está bem adaptada. Diferente do adulto, que terá que se adaptar a uma nova realidade. Difícil é justamente o trabalho de adesão. E é neste momento que deve existir o acompanhamento, pois o paciente melhora e acha que não deve mais tomar a medicação, depois ele perde o esquema de tratamento e acaba pegando uma doença oportunista. A dificuldade maior do paciente é dá esta continuidade ao tratamento. A AIDS não tem cura, mas se tratada, pode garantir uma quantidade aliada a uma boa qualidade de vida. Hoje temos crianças que têm 18 anos de vida e são portadoras do vírus.

A grande diferenciação da sociedade “Viva Cazuza” é o apoio à reintegração social desses jovens, esta idéia  é um processo muito difícil?
Sim. É um processo difícil para nós, pois às vezes acompanhamos uma criança desde muito cedo e depois vemos ela partir. Então, há um envolvimento emocional da criança e da equipe. Mas, sabemos que a família é muito importante. É estrutural. Então, não queremos em momento algum, perder este vínculo da criança com seus familiares. Sabemos que algumas reintegrações são favoráveis e outras não, mas isso não é uma decisão que cabe a nós. Quem determina é a equipe do juizado. Sendo tudo realizado em conjunto, para ser bom principalmente para a criança. Esse processo é trabalhado com a criança e nossa equipe.

Como definiria o trabalho da “Sociedade Viva Cazuza” para as pessoas?
Certamente é um trabalho baseado no amor. Um exercício que se não tiver   amor, não sobrevive aos desafios. E isso, a Lucinha Araújo soma freqüentemente. Transformando seu luto em uma grandeza de atitude, que contagia a toda equipe e nos dá força dia a dia para vencer todos os obstáculos. Assim, tudo isso se resume a esse sentimento tão nobre, e acaba se irradiando em nossas crianças.

Conheça este lindo trabalho : http://www.vivacazuza.org.br/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Nevermind - O melhor do rock


Após 21 anos de seu lançamento, o cd “Nevermind”, da banda de rock Nirvana é eternamente lembrado. Não só suas músicas deixaram um legado de fãs, mas a capa do álbum é um marco na história do rock.
O disco que é até hoje cultuado como um dos melhores do rock mundial completa duas décadas de existência e de eterna influência musical. A sonoridade ímpar e as músicas marcantes transformaram Kurt Cobain e sua turma num fenômeno meteórico.
 E Qual jovem hoje em dia, em seus momentos de rebeldia, ainda não adora escutar as faixas eletrizantes deste álbum? Assim como, quem viveu os tempos eufóricos da década de 90 ?
O fato é que “Nevermind” sobreviveu solidamente aos anos e mudanças do estilo rock’n roll.
E quanto à capa não menos histórica, Spencer Elden, o bebê da foto, já ofereceu algumas novas releituras em homenagem ao disco. Assim como também recebeu das mãos do próprio Cobain um dos prêmios de disco de platina do álbum, que desde seu lançamento, já vendeu nada mais, nada menos que 23 milhões de cópias.
Realmente os anos poderão passar, mas para quem realmente curte o melhor do rock e não se deixa influenciar por algumas novas versões duvidosas deste estilo único, “ Nevermind” representa o “the best” como nenhum outro.