sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sangue e arte


E se pudessemos fazer arte e eternizá-la com nosso próprio sangue? Deixar vestígios de nosso DNA em obras que se desenham aos nossos olhos.
Essa curiosa e inovadora forma de fazer arte é a proposta do artista Lúcio Salvatore que vem percorrendo o mundo com sua nova exposição de quadros desenhados com uma tinta diferente ou melhor, quadros desenhados com sangue humano. Já chamado por alguns de vampiro das artes, este jovem artista criou sua maneira particular de conceber obras fazendo uso do sangue humano como matéria -prima. 
O processo consiste em colher sangue do cliente interessado e transformá-lo num auto-retrato ou outro desenho qualquer. O resultado é no mínimo interessante e revela-se surpreendente à primeira vista. Alguns famosos já foram voluntários e contribuiram com vestígios de seu DNA para criação do artista. Sua exposição pôde ser vista em setembro deste ano, no Centro cultural dos Correios no Rio de Janeiro.
As obras comprovam que arte e criatividade podem ir muito além da imaginação.
 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Roteiro do Medo

  Nas últimas duas semanas, a cidade do Rio de Janeiro deixou de ser apenas cenário de filmes fictícios e tornou-se um grande set de fillmagens da sua própria realidade. Um verdadeiro clima de guerra assombrou a cidade e a transformou num palco de violência urbana digna de cinema.
  Violência gerada pelos inúmeros atentados dos últimos dias em diversos bairros da cidade, provocados por traficantes em retaliação a ação do governo ao instalar as unidades de polícia pacificadora nos morros dominados por facções criminosas.
  A operação que se iniciou com a invasão da favela da Vila Cruzeiro e logo após a invasão ao complexo do alemão, gerou grande repercussão em todo país e proporcionaram a mídia e a toda população à visualização de imagens impressionantes e grande mobilização política.
  Um prato cheio para os veículos e meios de comunicação que tiveram a oportunidade de explorar cansativamente e em diversos ângulos as notícias que chegavam a todo o momento.
  Entre inúmeras versões e furos de reportagens, tantas informações e hipóteses, por fim eis que a vitória do governo do estado se fez presente, e assim foi mostrado a população sedenta de intervenções estatais a reação a violência sem limites que semeava a insegurança no povo.
  A união do estado com o governo federal proporcionou ao povo uma intervenção que era mais do que necessária e os cidadãos se lambuzaram com a paz prometida. Muito bom.     Parabéns a todos os personagens que fizeram parte deste grande espetáculo que foi montado e idealizado pelas autoridades responsáveis com a colaboração indispensável da mídia. Os resultados provaram eficiência e convenceram aqueles que necessitavam de respostas imediatas, mesmo diante de algumas falhas que não passaram desapercebidas pelos mais atentos.
  Enfim, a missão foi cumprida e convenceu. Nessas horas a publicidade é de fato poderosa e inteligente. O poder em jogo é realmente eficiente quando há cobranças. E o Rio de Janeiro foi protagonista num roteiro digno dos melhores elogios da crítica exigente. A sensação de medo foi aliviada e aos poucos as coisas voltam ao normal, porém esta história ainda pode render continuações bem interessantes.