quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Lixo, Loucura e Liberdade

  Documentário lançado em 2006, “Estamira” com direção de Marcos Prado, no mínimo impressiona.
  Embora este documentário já tenha algum tempo no circuito, assistindo-o recentemente, não pude deixar de escrever alguma coisa sobre.
  A história comovente e chocante desta mulher é revelada de forma sensível, trilhando entre seu discurso alienado e por ora lúcido até as imagens de lugares inóspitos que se   tornam belas e marcantes. Uma personagem que em meio ao lixo e condições paupérrimas, associada ao seu transtorno mental revela aos telespectadores o seu mundo, as suas idéias, o seu desejo de liberdade.
  Certamente uma viagem emocionante diante das relações humanas e do que nos parece estranho e desconhecido. A descoberta de diferentes sensações diante de imagens revigora este filme que dá um novo sentido ao lixo, a loucura e ao verdadeiro significado de liberdade.
  Um olhar diferenciado sobre cada cena é válido e instiga a emoção perante a  vida que se conhece, o desconhecido se transforma em afeição. Conceitos são destruídos e renovados. É quase impossível não se emocionar.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Felicidade

A felicidade é um sentimento abstrato, quase nunca concreto ou nem sempre tão surreal.
Há momentos tão felizes e outros tão tristes. É tudo uma questão de estado de espirito. Não há felicidade completa, há momentos em que estamos completos. Momentos em que tudo a nossa volta basta, tudo o que se tem é valioso.
A vida é valiosa, cada instante, seja de dor ou de alegria.  Pois,  cada momento de nossas vidas é um aprendizado, cada segundo é precioso. Tudo o que conquistamos é tão importante quanto o que perdemos. Amigos, conhecidos e até inimigos são importantes. Por que viver é isso. É aproveitar cada minuto como se fosse o último de nossas vidas.
A felicidade é simples e baseia-se em tão discretos momentos que quase nunca percebemos.
Pode ser num sorriso, num passeio com amigos, num beijo. Em coisas tão pequenas que nosso orgulho gigante nem percebe. Muitas vezes para nós ser feliz é ter o queremos ter, estar onde queremos estar, viver o quisermos viver.
Isso é Liberdade.
Ser feliz tbém é ser livre, mas ser livre não é ser feliz por completo. Existem tantos outros ingredientes para acrescentar nesta receita.
O fato da felicidade ser um sentimento abstrato transforma este estado de espitrito em uma comunhão de inúmeras possibilidades que nem sempre podemos perceber, tocar, ver, sentir... mas se tivermos a sensibilidade de encontrá-la em coisas simples, podemos vivê-la constantemente e plenamente.