Documentário lançado em 2006, “Estamira” com direção de Marcos Prado, no mínimo impressiona.
Embora este documentário já tenha algum tempo no circuito, assistindo-o recentemente, não pude deixar de escrever alguma coisa sobre.
A história comovente e chocante desta mulher é revelada de forma sensível, trilhando entre seu discurso alienado e por ora lúcido até as imagens de lugares inóspitos que se tornam belas e marcantes. Uma personagem que em meio ao lixo e condições paupérrimas, associada ao seu transtorno mental revela aos telespectadores o seu mundo, as suas idéias, o seu desejo de liberdade.
Certamente uma viagem emocionante diante das relações humanas e do que nos parece estranho e desconhecido. A descoberta de diferentes sensações diante de imagens revigora este filme que dá um novo sentido ao lixo, a loucura e ao verdadeiro significado de liberdade.
Um olhar diferenciado sobre cada cena é válido e instiga a emoção perante a vida que se conhece, o desconhecido se transforma em afeição. Conceitos são destruídos e renovados. É quase impossível não se emocionar.
