Hoje, dia 22/05/2011, em quatro cidades do país, acontece mais uma vez, a marcha a favor da liberação da maconha, intitulada: Marcha da Maconha. O tema que sempre é sinônimo de polêmica gera discussões, e vira assunto do dia nas redes sociais.
Ontem, o movimento aconteceu em São Paulo, e gerou um clima tenso entre a polícia e manifestantes. O evento, que já tinha sido proibido na sexta-feira, pelo Ministério Público, foi realizado, porém sofreu forte opressão. Os quase 700 manifestantes que compareceram, foram acompanhados pela polícia militar que utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha para coibir a passeata.
A decisão de proibir a manifestação acabou agregando ao debate a questão da censura e liberdade de expressão. Durante o acontecimento, manifestantes traziam cartazes evocando o direito de expor suas idéias.
Agora, de um lado estão os simpatizantes, que afirmam estar buscando meios de discutir soluções para a legalização da droga, estimulando reformas nas leis e políticas públicas sobre a questão, sem a intenção de fazer apologia ou incentivo ao tráfico. E de outro lado, estão aqueles que acreditam que esta manifestação incentive a banalização do tráfico e incita o uso coletivo da droga em público, naturalmente.
E, no meio de toda esta discussão, que é vagarosa e tem poucas evoluções políticas, é importante citar que, mesmo com um discurso que a política de combate às drogas tem funcionado eficientemente nos últimos anos, o que vemos é uma epidemia de usuários de crack espalhados pelo país. Logo, soa como ignorância a proibição violenta de uma manifestação que teoricamente busca uma solução para um problema. Se esta manifestação realmente busca um diálogo pacifico e não banaliza suas intenções, porque proibi-la ?
A censura opressora que antes amedrontou o país, teoricamente não existe mais, portanto reprimir não é a solução. Se não há um ato ilegal envolvido, não há porque oprimir. Do mesmo jeito que se pede atenção aos podem modificar alguma coisa, pede-se cuidado aos que solicitam. Realizar uma manifestação deste tipo e que levanta uma questão tão delicada exige responsabilidade e consciência. Não se pode banalizar o ato, nem brincar de maluco beleza. Cada um tem seus direitos, mas existe o direito do próximo.
A intenção não é criar uma sociedade chapada. A intenção é buscar soluções coerentes e responsáveis.







