A pauta preconceito anda em alta aqui no Brasil e fatos é o que não faltam para alimentar o assunto nos últimos meses. Depois do deputado Jair Bolsonaro e suas declarações afiadas, do caso do massacre de Realengo e seu atirador vítima de bullying; O último ocorrido se deu no dia 3 de abril, mas só ontem ganhou certa repercussão, quando o “Domingo Espetacular” da emissora Record dedicou uma matéria ao caso.
As vítimas agora seriam algumas mulheres conhecidas do oriente médio e o acusado de preconceito, o renomado jornalista Caio Blinder e suas declarações infelizes no programa “Manhatan Connection” , da Globo News.
Durante a entrevista o jornalista teria chamado de “piranha’ algumas primeiras-damas do oriente, e entre elas estariam a rainha Rania da Jordânia. O comentário não teria agradado Ramez Goussous, o embaixador da Jordânia no Brasil, que enviou ao Itamaraty nota verbal formalizando protesto contra o comportamento do jornalista. O embaixador ainda contou com o apoio de outros 17 embaixadores, que exigiram retratação e ainda ameaçaram processar a emissora.
A retratação já foi feita no ar pelo editor executivo do programa, Lucas Mendes, e na última quinta-feira, dia 14, o jornalista conversou com o “Portal Impressa” por telefone e disse que considerava o episódio superado.
Entre declarações e retratações, os comentários geraram um mal estar diplomático, mais discussões sobre preconceito. E fatidicamente formaram opiniões que oscilam entre os que apóiam o jornalista e os que são contra. Além disso, curiosamente deram a emissora concorrente um álibi na tão disputada guerra de audiência, onde vale tudo para manchar a imagem.
Agora, fica a certeza de que nos dias de hoje não se pode falar tudo o que se pensa. E caso isso aconteça, as conseqüências de afirmações indelicadas podem ser indigestas.

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