Nos dias de hoje, o stress do trabalho tem desenvolvido alguns novos transtornos nos seres humanos e para alguns a sociedade anda meio louca. Identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1974 pelo pesquisador Freunderberger, a síndrome de Burnout foi observada a partir do desgaste no humor e na motivação dos seus colegas de equipe.
O termo resulta da junção de burn (queimar) e out (exterior), caracterizando-se por estresse ocupacional devido excessiva exaustão física e emocional, sempre aliada a fatores relacionados ao trabalho.
Especialistas destacam que a doença pode atingir pessoas que nunca tiveram antecedentes psicotpatólogicos. E é mais comum em pessoas cujas profissões estão associadas ao contato com outras pessoas, embora não deixe de atingir grandes executivos ou até mesmo donas de casa.
Os sintomas estão relacionados à agressividade, irritação, desinteresse, frustração, desmotivação, depressão, angústia, entre outros. Pode apresentar ainda efeitos psicossomáticos como cansaço, dor física, falta de apetite, insônia, dores de cabeça e dificuldades respiratórias. Porém é importante frisar que a síndrome não deve ser confundida com estresse ou depressão, por ter sintomas parecidos, pois ela sempre estará ligada a reações associadas diretamente a um estresse na atividade ocupacional.
Atualmente o decreto N° 3048/99 que regulamenta a Previdência Social, o grupo V da Classificação Internacional de Doenças (CID) 10 menciona no inciso XII a “Síndrome de Burnout,“Síndrome do Esgotamento Profissional”, também identificada como “Sensação de Estar Acabado”.
O diagnóstico se dá através do levantamento do histórico do paciente, seu envolvimento e sua realização no ambiente de trabalho e também é utilizado um questionário baseado na escala Likert. O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia.
A doença tem sido mais observada atualmente e vem sendo tema de palestras e estudos. A exemplo disso, no último dia 26 de abril deste ano, a Central de Perícia Médica da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro realizou uma palestra e abriu 40 vagas para tratamento ambulatorial para seus servidores.
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