sábado, 19 de março de 2011

De quem é a culpa ?

Esses dias andando pela rua, me deparei com uma cena um tanto comum, mas que naquele momento por algum motivo chamou-me bastante atenção e levou-me a escrever sobre o assunto, que de certa forma levou-me a refletir e a querer dissertar para demonstrar de alguma maneira o sentimento em mim despertado.
A cena citada se deu quando vi uma mãe esbravejar para o filho e também para quem quisesse ouvir e estivesse passando por ali naquele momento, que a obrigação de botar a comida dentro de casa era do pai e que ele ( o filho) deveria cobrar ao pai esta obrigação.
 Chamou-me atenção que ao lado dessa criança, o menino deveria ter no máximo 8 anos, ainda havia mais duas ao seu lado também nesta faixa etária, e mesmo olhando rápido para eles, pude perceber que estavam cabisbaixos e provavelmente deveriam estar com fome. É fato que deveriam ser pobres e até morarem nas ruas.
Logo, uma cena tão corriqueira hoje em dia, naquele momento me fez refletir bastante.  Deixou-me um tanto chocado e me deu a sensação de que deveria ter alguém responsável por situações assim se repetirem constantemente.
Mas de quem é essa culpa?
Alguns poderiam culpar essa mãe, chamá-la de irresponsável ou até de usuária de drogas, insensível. Outros iriam xingar esse pai que provavelmente deveria ser um delinqüente. Muitos poderiam até dizer que a culpa é dos governantes que fecham os olhos para a população menos favorecida e definham as chances de uma vida melhor quando pensam apenas em que imagem passar do governo.
Porém diante de tantas opiniões, eu optaria escolher a que me passa maior certeza: a culpa não era daquelas crianças. Mas, infelizmente o que vemos na realidade são adultos descarregando seus problemas e suas amarguras em inocentes e cotidianamente nos assustamos com diversos casos noticiados ou não, em que as crianças são vítimas da crueldade alheia.
Não quero fazer julgamentos àquela mãe, mas simplesmente não entendo certos tipos de comportamento humano e sei que ainda vou me surpreender muito. Por isso transcrevo aqui esse meu sentimento de indignação e sigo acreditando que mesmo quando os verdadeiros  responsáveis  se abstenham de sua culpa, esse quadro infeliz possa evoluir para algo bem melhor com medidas inteligentes e reais, garantindo assim um futuro digno para quem é o nosso futuro.

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