domingo, 7 de novembro de 2010

Estrada Cultural ?

Estrada cultural?

  Financiado pela concessionária Lamsa, o projeto intitulado Estrada Cultural, que custará 20 milhões de reais, foi iniciado em maio deste ano com a finalidade de diminuir o barulho emitido pelas vias intensamente movimentadas que abrangem a linha amarela e a linha vermelha. Protegendo os moradores da favela deste barulho.
  Sim, isto é o que dizem os idealizadores do projeto, mas na prática não é o que parece para quase ninguém que por ali passa e enxerga com olhos justos o que realmente se esconde atrás desta idéia. E  os moradores das favelas “protegidas” do barulho também parecem não entender que este seja o verdadeiro objetivo da Estrada Cultural.
  E polêmicas à parte, o assunto já foi motivo de inúmeros protestos dos próprios moradores das favelas que agora se escondem por trás de uma barreira de proteção acústica, e se sentem segregadas da paisagem da cidade. Na verdade o que deveria ser uma barreira de som, transforma-se num escudo de proteção para os usuários da via expressa e uma proteção para os olhos dos turistas que são poupados da visão não tão agradável erguida por trás destes muros.
  O fato é que não adianta camuflar os males sociais da cidade através de barreiras visuais que tapem um mal longe de ser sanado. Esconder não resolve problemas, apenas abre uma série de possibilidades reais de revolta aos mais prejudicados. Estrada cultural? Deveria nos ensinar ou nos mostrar algo realmente interessante, não esconder os erros daqueles que deveriam corrigi-los.

2 comentários:

  1. Prezado(a), o Projeto Estrada Cultural nada tem a ver com os painéis instalados nas Linhas Amarela e Vermelha. O Projeto Estrada Cultural, patrocinado pela LAMSA, é um projeto de inclusão social e transformação de vidas através da música. Trabalhamos com 40 crianças da Comunidade da Maré, no CIEP Operário Vicente Mariano, ensinando teoria musical, violino, violoncelo e flauta.
    Gostaria de pedir que o equívoco fosse corrigido e convido-lhe a conhecer nosso trabalho no site www.projetoestradacultural.com.br
    Obrigado,
    Carlos Eduardo Prazeres
    Coordenador do Projeto Estrada Cultural

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  2. Acho que a questão abordada,gira em torno da interpretação que as placas causam,quando usando de imagens até do próprio cotidiano das comunidades, acabam por escondê-las daqueles que passam pelas vias expressas.

    Ou seja, é bem verdade que dão a impressão de que alguém quer acobertar a realidade do Rio de Janeiro (e Brasil), ao "esconder" as casas dos pasantes, mesmo com o uso de desenhos interessantes.

    Já o caso do projeto social, que continue assim e, aliás, que de fato seja um exemplo de acessibilidade para todas a sociedade, já que temos a obrigação de saber a quantas anda a assitência social (na acepção da expressão)àqueles que em nossa sociedade ainda não podem ter um mínimo de espaço/oportunidades.

    Grande abraço aos colegas colaboradores!

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