quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cinema Brasil

  Depois de tantos altos e baixos, o cinema nacional parece ter caído de vez no gosto do público e isso vem se refletindo no maior número de títulos brasileiros nos circuitos e suas respectivas bilheterias.
  Com um histórico conturbado, o cinema nacional já passou por diversas fases, desde as antigas chanchadas até a retomada.
  Com características marcantes nosso cinema vem se destacando internacionalmente e reunindo influências de toda sua trajetória, pois é fácil identificar nas obras mais recentes, traços da fase do cinema novo, comprometido com as transformações do país. Ou ainda a radicalidade da fase “udigrudi”. Sem esquecer das pornochanchadas, que levaram o público as salas e de onde saíram grandes nomes artísticos, entre atores e diretores.
  Desde 1969, quando em plena ditadura militar foi criada a Embrafilme e o estado parou de interferir na criação dos filmes nacionais, a evolução vem sendo relevante e o incentivo a projetos brasileiros são mais significantes. Mesmo nos anos 80 quando ocorreram crises ou ainda na Era Collor quando foram extintos os recursos ao cinema, ainda restou fumaça entre as cinzas.
  O filme Tropa de Elite 2 fortalece a ideia de quanto cresceu o nosso cinema ao atingir a impressionante marca de maior bilheteria de estreia do cinema brasileiro com 1,3 milhões de espectadores e 14 milhões de reais em faturamento. Isso prova que  desde 1992, ano que marca a retomada e ingressa o país numa fase produtiva e de maior procura no mercado pelo público dos títulos tupiniquins, vemos uma transformação e grande evolução nas produções que definitivamente atingem ótimos níveis de qualidade e não deixam a desejar a qualquer produção hollywoodiana.
  Espera-se que este crescimento positivo e de destaque que se configura, continue adiante e que novos títulos e maiores investimentos sejam aproveitados. O bom momento do cinema reflete diversos bons momentos em outros setores do país, e isso é importante.

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